sábado, 7 de abril de 2012

Um reflexão com Chico Xavier



"Precisamos conversar desapaixonadamente sobre o nosso movimento.(...)

 É preciso que nós, os espíritas, compreendamos que não podemos nos distanciar do povo. É preciso fugir da tendência à elitização no seio do movimento espírita. É necessário que os dirigentes espíritas, principalmente os ligados aos órgãos unificadores, compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar. 


É indispensável que estudemos a Doutrina Espírita junto com as massas, que amemos a todos os companheiros, mas sobretudo, aos espíritas mais humildes, social e intelectualmente falando, e deles nos aproximarmos com real espírito de compreensão e fraternidade. Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas casas espíritas apenas falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais e confrades de posição social mais elevada.
 

Mais do que justo evitarmos isso, a elitização no Espiritismo, isto é, a formação do "espírito de cúpula", com evocação de infalibilidade, em nossas organizações."


Chico Xavier
(Trecho de entrevista concedida ao Jornal Unificação, de São Paulo/SP, em julho de 1977)

domingo, 18 de março de 2012

Tensão Emocional, por Emmanuel


"Não raro, encontramos, aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais. Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação. ... E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo.

Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão, com outros estados negativos da alma, espancam sutilmente o corpo físico, abrindo campo à moléstia de etiologia obscura. À força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.

Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio.

Começa, aceitando a própria vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.

 Aprende a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.

 Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa de repouso ou o entretenimento em que se te restaurem as energias.

 Serve ao próximo, tanto quanto puderes.

 Detém-te no lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável.

Não carregues ressentimentos.

Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz.

Admite o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir.

Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria.

Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo.

Se amigos te abandonam, busca outros que te consigam compreender com mais segurança.

Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.

Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.

Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.
Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo sem a necessidade de enfrentá-la.
E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a bênção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com sinceridade, quando te falte força Deus te sustentará e onde não possas fazer todo o bem que desejas realizar Deus fará a parte mais importante".

Médium: Francisco Cândido Xavier
Do livro: "Companheiro" - Edição: IDE

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Fé no Momentos de Esperança desta sexta, no Gespe

Nesta sexta-feira, no Gespe,
palestra musical no Momentos de Esperança com o tema: "
Fé, combustível do ato de viver",
do livro "Prazer de Viver", de Ermance Dufaux.
A partir das 19h30, com Alexandra Torres e Robson Mello.
Não perca!!!


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Uma reflexão sobre a idolatria aos médiuns

VOCÊS ME DESCULPEM!

Vocês me desculpem, mas precisamos nos esforçar para, em nosso Movimento, acabar com esta história de médium afetado, orador afetado e dirigente espírita afetado.

O assunto é tão sério que, tendo muita vontade de brincar – utilizando, por exemplo, em vez do termo “afetado”, o verbo “infestado” –, prometo que não vou.

Carecemos, urgentemente, de combater a idolatria, o incensamento, enfim, a adulação a certos companheiros, que, infelizmente, com ela se comprazem, e quanto!

Não façamos isto, porque estamos concorrendo para criar perigosas ilusões na cabeça de muita gente de valor, inclusive de jovens seareiros que despontam promissores, e que, sendo comuns, completamente perdidos começam a se achar...

Ora, o espírita é uma pessoa qualquer – pode não ser vulgar, e deve procurar não ser, mas é um ser humano, passível de cometer os mesmos equívocos que outros cometem, e até piores.

Infelizmente, o Movimento Espírita está se perdendo em meio a tanta pompa e circunstância...

É confete e serpentina em excesso, em carnaval que dura o ano inteiro!

Essa história de que fulano é médium, orador ou líder espírita, e, por isto, deva ser tratado com deferência, está passando das medidas – isto é coisa de quem chegou ao Espiritismo e não cresceu!

Parece até que médium espírita, por mais famoso, não come e não bebe, não assua o nariz e não vai ao banheiro.

Reconheço que, infelizmente – de novo! –, muitos médiuns fazem questão de sustentar este “oba, oba” em torno de si. Gostam de ser rodeados e bajulados, formando um séquito à sua volta – reminiscência do tempo em que, com certeza, foram barões ou duques, ou recalque por nunca terem possuído um título de nobreza!

Outra coisa: médium, seja ele qual for, não está em constante contato com os Espíritos Superiores. Sobre a Terra, o único médium espírita em tempo integral foi Chico Xavier! O resto, meus amigos, vê de vez em quando, escuta de vez em quando, sente de vez em quando – pelo menos, em relação aos Espíritos Superiores! Agora, no que tange àqueles que se encontram nos primeiros degraus de baixo da Escala, não, pois eles estão por aí na condição de comensais dos encarnados, se imiscuindo, e se promiscuindo, nos assuntos da vida cotidiana.

Vocês, companheiros de Ideal, necessitam de parar de formar seletas mesas nos Congressos e Simpósios que organizam... O Espiritismo surgiu para fazer alguma diferença, e não para fazer igual! Parem de ler currículos dos oradores convidados, e mesmo de ovacioná-los, como se fossem deuses do Olimpo!

Na revivescência do Evangelho, a Doutrina Espírita é mensageira de novos paradigmas para a Humanidade. Em vez de aplausos e deferências a esse ou àquele irmão que vem se destacando pelo seu trabalho em prol da Causa, oremos para que ele persevere e para que, sobretudo, não venha a ser mais uma vítima do melindre, da vaidade e do elogio.

Outra coisa: acabem com a chamada sala “Vip” nos Congressos... O que é isto?! As salas “Vips” dos cristãos primitivos eram as catacumbas e as arenas do martírio! Como é que, com tantas distorções, o Espiritismo conseguirá reviver o Cristianismo dos tempos apostólicos?!

Vocês me desculpem, mas muita gente está fazendo tudo errado!

Eu conheço um médium que, depois que foi chamado de “grande”, praticamente enlouqueceu...

Vocês conhecem aquela história da mulher que queria tomar passe com Chico Xavier? O Chico andava muito ocupado e, naquele exato momento, não pode atendê-la. Mais tarde, ela o procurou no Centro, o destratou na frente de todo mundo, perguntando o que ele achava que era... Eu sei que a mulher o “descascou”. E, depois, disse a ele assim: - “Agora, seu cachorro, eu vou sentar ali no banco e você vai me dar um passe...”

Sinceramente, eu acho que essas irmãs “possessas” andam fazendo falta ao Movimento – porque ninguém anda mais tendo coragem de chamar os médiuns, oradores e líderes espíritas de “poodle”, e colocá-los em seu devido lugar!

Vocês me desculpem a piada. Confesso que resisti quanto pude!

Um abraço.
INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de novembro de 2011.
http://inacioferreira-baccelli.zip.net

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jamais Desistir

Nenhum de nós se sentirá bem ante as faltas que poderia ter evitado. No entanto, nesses momentos malsucedidos, recorramos ao amor que merecemos para conosco.

A intolerância e a culpa, a tristeza e a vergonha, quando nos fazem sofrer são efeitos da nossa incapacidade de aplicar o autoamor, estabelecendo o clima da cobrança e da severidade que constituem dolorosas prisões emocionais.

O tempo presente, porém, chama-nos para a lucidez moral. Compete-nos o perdão incondicional ante os dissabores com nossas atitudes, a tolerância com nossas faltas e brandura para recomeçar.

Comecemos indagando se algo nos impede, definitivamente, de retomar a luta.

Depois oremos suplicando a extensão da misericórdia celeste. Muitos erros da caminhada servem para sentirmos o quanto ainda somos suscetíveis à queda e para reconhecermos, com mais exatidão, a extensão da nossa fragilidade.

Em seguida façamos um inventário de vitórias e esforços. Perceberemos o valor de continuar o bom combate sem tréguas.

Após esses passos, retomemos o trabalho honesto e o tempo se encarregará do restante.

Não existe ascensão espiritual  sem tropeços e enganos. Façamos o melhor que pudermos, mas, na hora infeliz e dilacerante do fracasso pensemos em Deus e adotemos como compromisso jamais desistir de lutar e buscar felicidade, trabalhando, dia após dia, pelo reerguimento e reparação em favor da nossa paz.

Lições para o Autoamor
Ermance Dufaux / Wanderley Oliveira

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Despertar da Consciência, por Hammed

Ó tu, que dormes, desperta e levanta-te de entre os mortos, que Cristo te iluminará”. (Efésios, 5:14.)



Encontramos em muitas passagens do Novo Testamento as expressões “despertar”, “acordar”, “levantar”, todas referindo à questão do “adormecimento” característico dos seres humanos. O processo da evolução se faz da inconsciência para a consciência, do estar para o ser, da razão para a intuição, do transitório para o permanente.
 
O eminente Léon Denis afirmou que o ser dorme no mineral, sonha no vegetal, move-se no animal, desperta no hominal e sublima-se no angelical. Esse pensamento filosófico, relacionado com evolução/eternidade, é de fundamental importância para a compreensão de nosso progresso espiritual.

 
As admoestações de Jesus Cristo, aos que não ouviam nem enxergavam, para que tivesse olhos de ver e ouvidos de ouvir, nada mais era do que a mensagem do despertamento para a Vida Maior.

 
Quando Paulo disse aos efésios “Ó tu, que dormes, desperta”, não estava apenas conclamando as criaturas ao erguimento do corpo físico, mas também ao da visão interior de todas as almas imortais, com vistas a expansão da consciência de cada uma delas.

 
Não podemos exigir que todos tenham a mesma visão, que todos tenham a mesma audição, porque entendemos a diversidade de compreensão humana.

 
Somos alma com traços de caráter ainda diminutos em relação à autoconsciência, porém destinadas a uma lucidez interior cada vez maior rumo aos mundos superiores espalhados pelo Universo.

 
Não nos esqueçamos, todavia, de que no homem se encontra o microcosmo que, em síntese, é o retrato do macrocosmo. Tudo está em tudo, e todas as partes unidas fazem o todo.

 
“Levanta-te de entre os mortos, que Cristo te iluminará”, quer dizer: não devemos voltar nossa atenção para modificar as coisas de fora, mas para acordar e aprimorar as coisas de dentro.

 
Saiamos, portanto, do estado de dormência, inconsciência e imobilidade espiritual em que transitamos e despertemos nossos potenciais internos. Quando despertarmos nossa consciência, transformaremos o mundo em nós e, então, perceberemos que não eram propriamente nossos conflitos que nos incomodavam, e sim a nossa maneira de vê-los.

 
Livro: Um Modo de Entender uma nova forma de viver.

Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Influência espiritual ou problema do espírito?

Pergunta - Como podemos entender a atitude de certas pessoas que confundem a influência energética, ou nem sequer a admitem, e atribuem a espíritos ou feitiços todo o mal-estar que as acomete?

Pai João de Aruanda - Geralmente essas são pessoas mais místicas, que tendem a buscar a culpa pelo que sentem em um evento externo - seja em um ato de magia que alguém fez contra ela - em ves de assumir a responsabilidade tanto por seus atos quando por suas derrotas, seus problemas e dificuldades. Essa atitude constitui uma forma de boicote incosciente a que a pessoa se entrega e, pouco a pouco, torna-se um hábito. A mente esferma ou viciada, ou, ainda, embriagada na ilusão de atribuir todo e qualquer infortúnio a um agente externo, a um mal espiritual, vive procurando culpados ou responsáveis, enquanto ela própria fica a maior parte do tempo se desculpando. Trata-se de indivídiuos com vasta problemática emocional e psíquica, que reclamam mais os cuidados de um bom psicólogo ou psiquiatra, capaz de induzí-los à reflexão sobre a gênese e a solução de suas dificuldades, e não de um médium ou espírito para pretensamente resolver suas queixas.

Do livro, Magos Negros
Pai João de Aruanda / Robson Pinheiro

domingo, 29 de janeiro de 2012

Em abril, tem INTERMÉDIUM 2012

Nos dias 21 e 22 de abril.
estaremos realizando mais uma edição do INTERMÉDIUM.
Os detalhes do evento você confere no blog:
intermedium-gespe.blogspot.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Ética da Transformação, por Ermance Dufaux

A reforma íntima é um trabalho processual que significa aquilo que obedece a uma seqüência. Em conceito bem claro, é a habilidade de lidar com as características da personalidade, melhorando os traços que compõe suas formas de manifestação: caráter, temperamento, valores, vícios, hábitos e desejos, são alguns desses caracteres que podem ser renovados ou aprimorados.
Nessa saga de mutação e crescimento o maior obstáculo é transpor o interesse pessoal, o conjunto de viciações do ego repetido durante variadas existências corporais e que cristalizaram a mente nos domínios do personalismo.
O hábito de atender incondicionalmente as imposições dos desejos e aspirações pessoais levou-nos à cruel escravização da qual muito será exigido nos esforços reeducativos para nos libertarmos do “império do eu”.
Negar a si mesmo ou “despersonificar-se”, esvaziar-se de “si”, “tirar a máscara” é o objetivo maior da renovação espiritual. Esse grande desafio a ser seguido por todos os que se comprometeram com seriedade nas nobres finalidades do Espiritismo com Jesus e Kardec.
Extenso será esse caminho reeducativo na vitória sobre nossa personalidade manhosa e talhada pelo egoísmo....
O meio prático e eficaz de consegui-lo, conforme ensinam os Bons Espíritos da codificação, é o conhecimento de si mesmo.
Entretanto, para levar o homem ao aprimoramento, ao auto-descobrimento exige uma nova ética nas relações consigo e com a vida: é a ética da transformação, sem a qual a incursão no mundo íntimo pode estacionar em mera atitude de devassar a subsconsciência sem propósitos de mudança para melhor. O espiritismo é inesgotável manancial no alcance deste objetivo. Seu conteúdo moral é autêntico celeiro de rotas para quantos desejam assumir o compromisso de sua transformação. Sem psicologismos ou atitudes de superfície, a Doutrina Espírita é um tratado de crescimento integral que esquadrinha os vários níveis existenciais do ser na ótica imortalista.
Nem sempre, porém, verifica-se tanta clareza de raciocínios entre os espiritistas acerca dessa questão. Conceitos mal formulados sobre o que seja renovação interior têm levado muitos corações sinceros a algumas atitudes de puritanismo e moralismo, que não correspondem ao lídimo trabalho transformador da personalidade, em direção aos valores capazes de solidificar a paz, a saúde e a liberdade na vida das criaturas. Por esse motivo, será imperioso que as agremiações do mundo, erguidas em nome do Espiritismo ou aquelas outras que expandam a luz da espiritualização entre os homens, investiguem melhores noções sobre a ética da transformação, a fim de oferecer a seus profitentes uma base mais cristalina sobe os caminhos e percalços no serviço da iluminação de si mesmo.
A prática essencial e meta fundamental dos ensinos dos bons espíritos são a melhora da humanidade, a formação do homem de bem. O Espiritismo em verdade, está nos elos que criamos, uns com os outros, e que passam a fazer parte da personalidade nova que estamos esculpindo com o buril da educação. Os “ritos” ou práticas doutrinárias são recursos didáticos para o aprendizado do amor – finalidade maior da causa espírita.
Na falta do amor, as práticas perdem seu sentido divino e primordial.
Em face dessas reflexões, evidencia-se a urgência da edificação de laços de afeto nos grupamentos humanos, no intuito de fixarmos na intimidade as mensagens do Evangelho e do bem universal. Afeto é seiva vitalizadora dos processos relacionais e o construtor de sentidos nobres para a existência dos homens.
O autoconhecimento, através das luzes da imortalidade que se espraia dos fundamentos espíritas, é um mapa de como chegar ao “eu verdadeiro”, à consciência.Todavia esta viagem não pode ser feita somente com o mapa, necessita de suprimentos morais preventivos e fortalecedores, necessita de uma ética de paz consigo próprio.  Somente se conhecer não basta, é necessário um intenso labor de auto-aceitação para não cairmos nas garras de perigosas ameaças nessa “viagem de retorno a Deus”, cujas mais conhecidas são a culpa, a auto-punição e a baixa auto-estima as quais estabelecem o clima de martírio. É preciso uma ética que assegure à transformação pessoal um resultado libertador de saúde e harmonia interior. Tomar posse da verdade sobre si mesmo é um ato muito doloroso para a maioria das criaturas." (...)

Trecho do capítulo "A Ética da Transformação",
do livro "Reforma Íntima sem Martírio"
Espírito Ermance Dufaux/Médium Wanderley Soares 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um alerta sobre os ambientes de diversão

Pergunta: Que dizer de espíritos que frequentam certos lugares de diversão e de sua ação sobre encarnados? O resultado de sua ação sobre os homens não poderia ser considerado uma espécie de magia ou feitiçaria?

(...) "Espíritos que comparecem regularmente a locais de diversão onde impera o livre exercício das paixões, dos desejos sexuais e de outros tão ou mais intensos; desencarnados que frequentam lugares onde o consumo de drogas é tido como normal, são, com raras exceções, almas turbilentas, de baixíssima vibração. Meus filhos não esperam encontrar ai espíritos elevados e benfeitores da humanidade, não é mesmo? Compete a cada um procurar as companhias que lhe aprouverem; contudo, tentar contemporanizar a situação espiritual utilizando sistemas, desculpas e justificativas não passa de grande engano. Existem muitos lugares onde é possível divertir-se sem prejuízo para sua vida; há muitas companhias dotadas de valores nobres e muitos locais com frequência energética de qualidade. Nos dias atuais, não há como alegar escassez de opções em matéria de lazer. Temos de convir que quem busca ambientes de padrão vibracional rasteiro sabe o que está fazendo e anseia exatamente por aquilo que ali se oferece. Ninguém em sã consciência vai a locais assim para orar pelos que ali estão.

Assim sendo é bom que quem frequenta tais ambientes o faça consciente do perigo espiritual e dos fatores energéticos que ali fatalmente encontrará. Mais tarde, de forma alguma poderá dizer que lhe fizeram um feitiço, um ebó ou coisa do gênero. O próprio ser é o manipulador do seu destino; é o artífíce de sua derrocada; é quem faz o encantamento mental e emocional para destruir a vida que tem. É, a um só tempo, o agente, o veículo e o alvo mental de sua feitiçaria mental, verbal e emocional. Nesses lugares, pode-se até entrar sozinho, mas jamais sair sem uma companhia espiritual." (...)

Do livro Magos Negros, capítulo 4, questão 44.
(Pai João de Aruanda/Robson Pinheiro)